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O Fim do veículo a Combustão

A partir desses cálculos surgem várias questões. A primeira delas é por que o governo norte-americano não aconselha a sua população a economizar o máximo possível de petróleo. Quando, no ano de 1973, se produziu a crise petroleira, em boa medida gerada pelas empresas multinacionais norte-americanas e britânicas e pela qual logo foram acusados apenas

os países árabes, o governo de Nixon aconselhava, através dos meios de comunicação, a economia de combustíveis. Tratava-se só de uma crise temporária, até que tecnicamente fluísse uma maior quantidade de petróleo do Golfo Pérsico para substituir o que começava a escassear nos Estados Unidos, e, embora a solução fosse somente uma questão de tempo, o governo cumpria o dever de guiar a população no que parecia ser uma necessidade peremptória: economizar energia.



A história política e econômica dos últimos cinqüenta anos gira em torno desse tema. A bonança econômica e o alto crescimento dos anos 1960 explicam-se pelo baixíssimo preço do petróleo dos países árabes (entre 1,5 e 3 dólares por barril). Os agudos processos de recessão acompanhada de inflação dos anos 1970 foram devidos ao começo do declínio na produção norte-americana de combustíveis, à escassez de energia — para muitos, como Antony Sutton, criada bastante artificialmente em 1973 — e ao afã das grandes empresas petroleiras de incrementar os seus lucros, coisa que ocorreu mediante as duas crises petroleiras dos anos 1973 e 1979. Nesse último ano, o barril chegou a valer quase 80 dólares em valores atualizados.

Os anos de "vacas gordas" para as petroleiras e de "vacas magras" para as pessoas foram gerando um problema: os países árabes foram enriquecendo de uma maneira que alguns no Ocidente começavam a considerar perigosa. Os petrodólares começavam a inundar os mercados financeiros. A Arábia Saudita dava-se ao luxo de ser o segundo maior acionista do

Fundo Monetário Internacional e o Islã ameaçava transformar-se em um pólo próprio de poder cujo epicentro poderia muito bem ter se situado em Bagdá, por uma confluência de fatores. Não se deve estranhar, então, que durante a década de 1980, na era Reagan-Bush, o preço do barril descesse a níveis anteriores aos da segunda crise petroleira.

Isso produziu, durante boa parte dos anos 80 e 90, outro período de aceitável crescimento mundial e baixas taxas de inflação e facilitou o progresso da globalização, ao mesmo tempo em que tirou do Islã — e, sobretudo, também da ex-URSS, cujo produto de exportação era o petróleo a possibilidade de constituirse em um pólo próprio de poder. Claro que o problema é que isso só foi conseguido consumindo petróleo em um ritmo maior do que aquele em que se realizavam novas descobertas. Todas as crises energéticas das quais o mundo foi testemunha se resolveram de uma única maneira: aumentando a produção de combustíveis fósseis. Isso é o que já não será possível a partir de algum momento dos próximos dez anos, quando se alcançar o "teto mundial de produção".

O governo norte-americano não pode desconhecer, então, a crítica situação do mercado energético, que o levou inclusive a invadir países de forma acelerada. Se as suas intenções são altruístas, não se entende por que ainda não existe uma campanha para a economia de combustível até que se encontre um substituto para o petróleo, se é que esteja não existe

A GM não anunciou o fim dos motores a combustão, mas confirmou que terá apenas carros elétricos em 2035. ... O executivo da Toyota, Kiyotaka Ise, disse ao The Wall Street Journal, que até a data "os carros a combustão da marca serão próximos de zero".

No Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou um projeto de lei que proíbe a venda veículos movidos a gasolina e diesel a partir de 1º de janeiro de 2030.

Com isso, apenas os carros abastecidos com biocombustíveis (como, etanol) ou elétricos, poderiam ser vendidos normalmente. O PLS 304/2017 ainda determina a proibição da circulação de veículos a combustão no país, a partir de 2040.

Neste caso, haveria algumas exceções: automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos ou carros de visitantes estrangeiros poderão rodar pelas ruas brasileiras mesmo que movidos a combustíveis fósseis.

A Índia e a Holanda estipularam 2030 como data limite para o fim das vendas de veículos a combustão.

Reino Unido e França colocaram o limite para venda em 2040, enquanto a Noruega pretende colocar em prática em 2025 a iniciativa. O Rota 2030 define regras para a fabricação dos automóveis produzidos e comercializados no Brasil durante os 15 anos. O objetivo é modernizar o setor de autopeças e de eficiência energética.

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