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O fanatismo politico, religioso e esportivo

Fanatismo é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente frequente em paranoides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio.


O fanatismo é a paixão dos fanáticos, isto é, aquelas pessoas que defendem com garra e de forma desmedida as suas crenças ou opiniões. Os fanáticos (adeptos ou, simplesmente, fãs) também são aqueles que se entusiasmam, se preocupam ou se importam cegamente com algo. 

Os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características:


  • 1. Agressividade excessiva ;
  • 2. Preconceitos variados;
  • 3. Estreiteza mental;
  • 4. Extrema credulidade quanto a um determinado "sistema"
  • 5. Ódio;
  • 6. Sistema subjetivo de valores;
  • 7. Intenso individualismo;
  • 8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.


De um modo geral, o fanático tem uma visão-de-mundo unilateral, rígida, cultivando a dicotomia bem/mal, onde o mal reside naquilo e naqueles que contrariam seu modo de pensar, levando-o a adotar condutas irracionais e agressivas que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à violência para impor seu ponto de vista. Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes. Como um constructo social, isto está aberto a interpretação. Por exemplo, alguém pode definir intolerância como uma atitude expressa, negativa ou hostil, em relação às opiniões de outros, mesmo que nenhuma ação seja tomada para suprimir tais opiniões divergentes ou calar aqueles que as têm. Tolerância, por contraste, pode significar "discordar pacificamente". A emoção é um fator primário que diferencia intolerância de discordância respeitosa.


O Fanatismo religioso


"O diabo empalidece comparado a quem dispõe de uma única verdade" (Emil Cioran)"... todos os crentes parecem escandalosos e indiscretos: procura evitá-los" (Nietzsche)

Em nossa época, supostamente dominada pela ciência e pela tecnologia, o fanatismo parece ser uma reação made in recalcado do inconsciente da humanidade. Fanatismo, vem do latim fanaticus, quer dizer "o que pertence a um templo", fanum. O indivíduo fanático  ocupa o lugar de escravo diante do senhor absoluto, que, pode ser uma divindade, um líder mundano, uma causa suprema ou uma fé cega. O fanatismo é alimentado por um sistema de crenças absolutas e irracionais  que visa  servir à um ser  poderoso empenhado na luta contra o Mal. Ou seja, o fanático acha que pode exorcizar pessoas e coisas supostamente possuídas pelo demônio", "combater as forças do Mal" ou "salvar a humanidade" do caos.

Tendo origem no dogma religioso, o fanatismo não se restringe a esse campo único; existe fanatismo por uma raça, um time de futebol, por um partido político, sobretudo por ideologias revolucionárias quando extrapolam a dimensão racional, sentindo-se guiada pela "fantasia da escolha divina".  Foi fanatismo religioso que fez muitos seguirem Jin Jones (Templo do Povo), Asahara (Verdade suprema), David Koresh (Ramo davidiano), Jo Dimambro (Templo Solar) e tantos outros místicos ou charlatães que terminaram causando tragédias coletivas, noticiadas no mundo todo. A história conheceu também os histerismos coletivos da "caça as bruxas", a perseguição aos negros, índios, comunistas, homossexuais, prostitutas. O movimento da Jihad islâmica contra os "infiéis do ocidente" e a "guerra aos terroristas" do ocidente cristão, demonstram que o fanatismo está vivo e atuante em nossa época supostamente "científica" e "tecnológica". Precisamos admitir que, a história da humanidade é também a história dos vários fanatismos dominando grupos humanos, sempre com conseqüências trágicas. Esse pedaço da história renegado nos causa vergonha, medo e sinalizam alertas para possíveis efeitos negativos no rumo da civilização.


O Fanatismo do esporte

Previne-se o fanatismo com uma educação de boa qualidade, que saiba promover a cultura geral- mais do que a fé - e o sentido de grupo, de criatividade e humor.

Havia uma tradição de brigas proveniente da Inglaterra, em que as torcidas, que se denominavam Hooligans, se enfrentavam sem o uso de armas. Os fanáticos tratavam as brigas como um segundo duelo, além da partida em si, pois havia uma enorme rivalidade entre os clubes.


O Fanatismo politico

O fanatismo político têm alcançado, em diversas partes do mundo, os mesmos sintomas do fanatismo religioso, porque tudo o que ele precisa é de um líder que possa ser transformado em ídolo, e de uma ideologia que possa ser transformada em culto, e de uma oposição a tudo isso que se possa “demonizar” o suficiente para justificar uma “guerra santa”.


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