Lenda da morte de Paul McCartney

A "suposta morte de Paul McCartney", também bastante conhecida em inglês como "Paul is dead" ("Paul está morto"), é uma lenda urbana e teoria da conspiração alegando que o músico inglês Paul McCartney, integrante dos Beatles, morreu em 9 de novembro de 1966 em um acidente automobilístico e foi secretamente substituído por um sósia.



O boato começou a circular por volta de 1967, mas cresceu em popularidade depois de ser relatado nos campi universitários americanos no final de 1969. Os proponentes basearam a teoria em pistas percebidas encontradas em canções dos Beatles e capas de álbuns. A caça às pistas provou ser infecciosa, e em poucas semanas se tornou um fenômeno internacional.

Durante a década de 1970, o fenômeno foi objeto de análise nas áreas de sociologia, psicologia e comunicação. McCartney parodiava a farsa com o título e a arte de capa de seu álbum ao vivo de 1993, Paul Is Live. Em 2009, a revista Time incluiu "Paul está morto" em sua reportagem sobre dez das "teorias conspiratórias mais duradouras do mundo".


A possível morte de Paul McCartney


Paul teria morrido em um acidente de carro às 5 horas da manhã de uma quarta-feira, dia 9 de novembro de 1966. Sofreu esmagamento craniano e/ou foi decapitado ao colidir com outro veículo por não ter observado o sinal do cruzamento fechar, conforme teria sido contado posteriormente na música A Day in the Life: "he blew his mind out in a car... he didn't notice that the lights had changed" ("Ele arrebentou a cabeça num carro... não percebeu que o sinal havia mudado"). No acidente, seu rosto teria sido desfigurado e ele teria perdido seus dentes, o que inviabilizou a identificação do corpo (não existia, na epoca, exames de DNA para identificação). Desta forma, os outros Beatles teriam resolvido substituí-lo por um sósia.

De fato, Paul sofreu um acidente de moto que lhe valeu um corte no lábio superior e um dente quebrado. Nada muito grave além disso. Isto pode ser observado no vídeo de Paperback Writer e Rain, onde Paul parece com uma parte do dente quebrado e com os lábios inchados. Quanto a letra de A Day In The Life, Lennon compôs a letra após ler a notícia da morte do jovem socialite Tara Browne, herdeiro da cervejaria Guinness, de 21 anos, morto em 18 de dezembro de 1966. John estava tocando piano em sua casa quando leu a notícia da morte de Browne no jornal Daily Mail. Tara Browne estava dirigindo com sua namorada, a modelo Suki Potier, no seu Lotus Elan através da South Kensington em alta velocidade (alguns relatos sugerem cerca de 170km/h). Ele não conseguiu ver a luz do sinal de trânsito e prosseguiu através da esquina da Redcliffe Square com a Redcliffe Gardens, colidindo com um caminhão estacionado e morreu no dia seguinte.

Para a escolha do substituto teria sido foi feito um concurso nacional de sósias e o vencedor, William Campbell ou Billy Shears, após vencer o concurso teria feito algumas operações plásticas para aumentar sua semelhança com o Beatle morto e poder substituí-lo. A única falha que não pode ser corrigida foi a estatura de Billy Shears que é 4 a 5 centímetros mais alto que Paul.

Com o sósia colocado no lugar do verdadeiro Beatle, os demais integrantes da banda e seus produtores teriam começado a divulgar várias pistas para que os fãs pudessem descobrir que o verdadeiro Paul havia morrido. A maioria das pistas relatadas exige bastante senso crítico.


Início dos boatos


A suposta "morte de Paul McCartney" foi primeiramente noticiada em 12 de outubro de 1969 em uma rádio de Detroit, prefixo WKNR-FM, nos Estados Unidos, pelo disc jockey Russ Gibb. Ele havia recebido um telefonema de um ouvinte o instruindo para algumas pistas em músicas e capas de discos que indicavam a suposta morte. Russ Gibb neste dia leu a lista das pistas no ar e também improvisou algumas mais.

Para seu espanto, os jornais locais levaram a sério esta brincadeira e publicaram a lista. No final do mês de outubro os boatos tinham se espalhado de tal forma nos Estados Unidos que obrigaram Paul McCartney, em férias na Escócia, a vir a público, em uma entrevista para a revista Life, desmentir os boatos sobre a sua morte. A partir daí, vários livros foram escritos e, cada vez mais, novos "fatos" foram sendo "encontrados" e adicionados à lista de indícios sobre a sua morte.

Em 2009, com o intuito de desmentir de vez os rumores da morte do McCartney, dois cientistas forenses ingleses conduziram análises do crânio de McCartney antes e depois do suposto acidente. Na análise, eles encontraram algumas evidências suspeitas, como diferenças no posicionamento das orelhas, no formato do palato e no ponto onde o nariz fica situado no crânio. Ou seja, eles concluíram que é sim possível haver o sósia do McCartney.

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