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PNL - Programação Neurolinguística

 A programação neurolinguística (PNL) é uma abordagem psicoterapêutica, de comunicação e de desenvolvimento pessoal criada por John Grinder e Richard Bandler nos Estados Unidos. Segundo eles há conexão entre a linguagem (linguística), padrões comportamentais aprendidos (programação) e os processos neurológicos (neuro) e todos eles podem ser alterados para alcançar metas na vida e informações específicas. Ainda de acordo com os criadores da técnica é possível modelar informações, permitindo que qualquer pessoa tenha acesso a habilidades antes impossível e além disso a técnica ajuda a tratar distúrbios motores, doenças psicossomáticas, depressão, fobias, alergias, distúrbios de aprendizado entre outros.

A PNL permite compreender melhor nosso funcionamento interno, identificar nossos modelos mentais, para que possamos questioná-los, refletir sobre eles e se é preciso ressignificá-los.



Esse aspecto é que influenciou o surgimento do nome “programação”, pois esse conhecimento sugere que a partir das nossas histórias, experiências, valores, somos programados a ter determinadas crenças e modelos mentais que impactam diretamente o nosso comportamento. Da mesma forma, que a partir de técnicas de PNL e ferramentas podemos “reprogramar” a nossa estrutura interna com foco nos resultados que queremos alcançar.

 

Se pararmos para refletir, todos nós temos histórias de vida, interesses, valores, crenças e motivações completamente diferentes, o que faz com que tenhamos percepções de mundo diferentes. Isso faz com que pessoas vejam as situações de formas distintas e, consequentemente, também reajam de outras maneiras, o que pode interferir diretamente no relacionamento interpessoal.

A realidade externa de um evento é igual para todos, e recebemos as informações através dos nossos canais sensoriais (NEURO), que passam por filtros (PROGRAMAÇÃO) e formam uma representação interna para a pessoa. Essa representação interna gera um estado na pessoa, ou seja, leva a diferentes emoções que acabam interferindo na fisiologia e também nos comportamentos, nas ações dessa pessoa, tanto aspecto verbal quanto não verbal (LINGUÍSTICA).

A grande questão está vinculada aos filtros utilizados, pois estes são diferentes para cada pessoa. É comum uma pessoa, ao processar as informações, omitir alguma parte ou logo já generalizar a informação, podendo até distorcê-la, baseado em seus valores, crenças e histórico de vida. Então, ao observar a reação ou o comportamento de uma pessoa frente à determinada situação, é importante termos claro que esta pessoa tem um mapa de mundo diferente do nosso. E para ajudá-la no seu desenvolvimento, devemos primeiramente compreender o “mapa” que ela utiliza.

Todos os padrões internos e externos que os pesquisadores identificaram nas pessoas que alcançam os resultados que desejam em suas vidas foram transformados em modelos, ferramentas e técnicas.

A utilização de diferentes tecnologias estão cada vez mais trazendo novos conhecimentos referentes à organização anatômica das funções da linguagem, e com estas tecnologias é possível analisar a energia desprendida pelo cérebro durante a realização de diferentes tarefas de processamento da linguagem e provar teorias cognitivo-computacionais da arquitetura da linguagem. A neurolinguística utiliza os modelos computacionais para expor a inconsistência de hipóteses acerca da organização neuronal da linguagem. O ramo da neurolinguística cresceu de forma considerável nos últimos anos graças ao avanços dessas tecnologias, e graças a esse avanço a linguagem se tornou algo de interesse fundamental na neurociência da cognição.

As técnicas de tomografia de emissão positrônica e o mapeamento funcional por ressonância magnética permitiram obtenção de imagens com alta qualidade e de alta resolução do uso de energia por diferentes vias cerebrais durante diversas atividades que envolvem processamento neurolinguístico, e até o momento, os resultados obtidos não contradizem os resultados previamente obtidos com a utilização de técnicas da afasiologia, corroborando cada vez mais os dados. Entretanto, apesar de eficientes, essas técnicas não são suficientes para a compreensão da produção de frases pois não geram imagens contínuas da atividade cerebral nessas funções. A psicolinguística também pode ser utilizada para o entendimento da neurolinguística, e é uma técnica bem utilizada. Muito ligado a neurolinguística está a psicolinguística cuja qual estuda os fatores que influenciam as estruturas psicológicas que nos capacitam a entender as palavras, orações e expressões, estuda também as conexões entre a linguagem e a mente. A psicolinguística está relacionada com a análise de processos que envolvem a comunicação mediante o uso da linguagem tanto escrita, gestual, oral etc.

Alguns estudiosos considera que a programação neurolinguística tenha falhas que vão desde erros metodológicos na pesquisa, provada por outros estudos de melhor qualidade que não conseguiram reproduzir a técnica,e erros factuais e inconsistentes com a teoria neurológica. Entretanto, a programação neurolinguística é utilizada por diversas empresas que investem muito nesse tipo de treinamento e hipnoterapeutas no mundo inteiro.

Admirável mundo novo

Esse método já vinha sendo testando e implementado. Durante seu desenvolvimento, os habitantes de Admirável Mundo Novo passavam por treinamentos para condicionar seus pensamentos. De acordo com sua casta, diariamente os personagens recebiam informações para que desenvolvessem consciência sobre como deveriam ser e agir. Os pertencentes às castas superiores, por exemplo, passavam por treinamentos que visavam modelar as suas ações de forma que pudessem se comportar como membros de elite.

É evidente que a comparação entre o método de condicionamento do universo de Huxley e o desenvolvimento da Programação Neurolinguística (ou PNL) se diferem em uma série de questões, mas é bastante interessante perceber que o autor foi capaz de prever métodos capazes de modificar comportamentos através de modelos mentais.

Os estudos da PNL tiveram início dos anos 1970, momento em que foi percebido que existem “padrões externos, como comportamentos e linguagens específicas que [pessoas de sucesso] utilizavam, que as ajudavam a realizar suas atividades com excelência e influenciavam seus resultados. Eles também observaram que existiam padrões internos, como crenças e pressupostos, que eram poderosos recursos para o alcance do sucesso”, segundo a Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.

Modo de processar a informação

Nós nos diferenciamos em nosso modo de “captar” a informação. Algumas pessoas se guiam mais pelo meio visual, alguns pela via auditiva, outros pelas sensações… Pare um momento e pense nesta ideia: Como você se lembra das coisas, através de palavras ou de imagens?

A ancoragem

Uma forma de alcançar objetivos ou superar determinados problemas estaria baseada neste conceito utilizado pela psicologia comportamental. Imaginemos uma situação que nos causa muita angústia e ansiedade como, por exemplo, falar em público. Uma forma de confrontar esta realidade seria “ancorar” um momento agradável, relaxante e positivo de nossa memória, e associá-lo por meio de técnicas de visualização e respiração, diante da “situação estressante”. Uma volta pela praia quando éramos crianças, um entardecer ao lado do nosso grande amor, uma música relaxante… tudo isso deve nos ajudar a “enfraquecer esse medo” e a reprogramar novas realidades, nas quais reine a harmonia.

O tempo

O tempo tem uma importância determinada para cada pessoa, mas deve ser controlado de maneira apropriada: nossas lembranças e emoções se aglutinam no passado. O passado é como um baú do qual, às vezes, podemos tirar coisas boas para reorientar o “agora”. É no presente que prevalecem as experiências sensoriais, nas quais ocorrem os acontecimentos verdadeiramente importantes. É nele que devemos investir todos os nossos esforços para termos um bom futuro. O futuro não existe ainda, é aí então que devemos bloquear nossos desejos para, assim, impulsionar nosso presente, o nosso agora.

Ecologia de sistemas

Nós temos um sistema de crenças e valores determinados que foram construídos ao longo de nossas vidas; são essas forças que guiam nossos eixos neurológicos. “Nós somos o que nós acreditamos ser” e as crenças são as concepções do nosso mundo, que promovem a ação e o comportamento. Às vezes, estas crenças estão tão arraigadas em nosso ser que nem sequer percebemos se elas têm ou não benefícios para a nossa vida; podemos estar nos ferindo sem nem saber… É aí que a PNL se aprofunda em nossa ecologia de sistemas, para tomar consciência e reorganizar estas estruturas de um modo mais benéfico e saudável.

Tudo isso acontece, então, em grandes pinceladas. São os pilares básicos sobre os quais se sustenta o foco da mente humana, a Programação Neurolinguística. Ela lida, sobretudo, com o modo como interpretamos nossa realidade e organizamos a informação: os sentidos, a linguagem, o tempo, as palavras, as memórias, as crenças… São essas as folhas que compõem a árvore da vida. Basta variar ou mudar o foco de alguma dessas partes para encaminhar nossa vida a determinadas metas.

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