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Aithér - Eterno Deus Éter

 "Pois em todo o espectro dos tempos passados, até que se registrem nosso legado, nenhuma mudança parece ter ocorrido nem no esquema geral do extremo exterior do céu nem em qualquer outra de suas partes. O nome comum, também que nos chega de nossos distantes ancestrais até nossos dias parece mostrar que eles concebiam o céu do modo como o estamos expressando. As mesmas ideias, devemos acreditar, recorrem à mente dos homens não uma ou duas, mas repetidas vezes. E assim, implicando que o corpo primário é algo além da terra, fogo, ar e água, eles davam ao lugar mais algum nome próprio, Aithér, derivado do fato de "fluir sempre" por toda a eternidade do tempo." (Aristóteles, Sobre os céus - De Caelo et Mundo)



(Aithér), Éter, provém de (aíthein), “queimar, fazer brilhar”. Do ponto de vista da língua grega, aithér é uma criação semi-artificial para servir de contraponto a Éter (aér), “ar”. Éter é a camada superior do cosmo, posicionado entre Urano (Céu) e o ar e, por isso mesmo, personifica o céu superior, incandescente, onde a luz é mais pura que na camada mais próxima da Terra, dominada pelo ar. Personificado na Teogonia de Hesíodo (116-132), Éter é filho de Nix, a Noite, e irmão de Hemera, o Dia. Na mitologia grega, Éter (Aithêr, derivado de aíthein, "queimar", "fazer brilhar", pelo latim Æther) ou Acmon, Acmão (Akmôn, derivado de akmê, "zênite" ou de akmatos, "incansável"), era um dos deuses primordiais. Personificava o brilhante céu superior, a envolver o Cosmos e separá-lo da confusa escuridão do Tártaro. Na Teogonia de Hesíodo, Éter é filho de Érebo e Nix e irmão de Hêmera, mas Higino o considera filho de Caos e os poemas órficos o fazem filho de Chronos e Ananke e o consideram a alma do mundo, da qual toda a vida emana. O Éter era também o brilhante e puro ar superior que os deuses respiram, em contraste com o ar incolor e espesso (atim aer) respirado pelos mortais e com o ar inferior e escuro do Érebo. Era ainda visto como a muralha defensiva de Zeus, a fronteira que separava Tártaro do resto do cosmos. A filosofia aristotélica, mais tarde, veio a considerar o Éter como um quinto elemento do qual seriam compostos o céu e os corpos celestes, em oposição aos quatro elementos do mundo sublunar (a Terra e sua atmosfera). Enquanto estes quatro elementos tendiam a cair (terra e água) ou subir (ar e fogo) para seu "lugar natural", a propriedade do éter seria manter-se eternamente em movimento circular, considerado perfeito. Éter é a personificação do brilho do ar superior do céu – a substância da luz. Acima dele encontra-se a abóboda maciça do deus que personifica o céu, Urano, e abaixo, as brumas transparentes do ar ligado à terra. Ao anoitecer, sua mãe, Nix, puxa seu véu da escuridão entre o éter e o ar para trazer a noite ao homem. Ao amanhecer, sua irmã, Hemera, dispersa estas névoas, revelando o éter azul brilhante do dia. Noite e dia foram considerados como independentes do sol nas cosmogonias mais antigas. Do Caos Érebos e Noite negra nasceram. Da Noite aliás Éter e Dia nasceram, gerou-os fecundada unida a Érebos em amor. Teogonia, vv. 123-25. Éter foi um dos três “ares”. O ar médio foi Aer ou Khaos, uma névoa incolor que envolveu o mundo mortal. O ar inferior foi Érebo, as névoas da escuridão, que envolveu os lugares sombrios debaixo da terra e do reino dos mortos. O terceiro foi o ar superior de Éter, a névoa de luz, morada dos deuses celestes. Ele envolveu os píncaros das montanhas, as nuvens, as estrelas, o sol e a lua. As próprias estrelas foram ditas como formadas a partir dos fogos concentrados de éter. "E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois a antiga ordem já passou". - Apocalipse 21:4

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